ABDI publica documento sobre descarte de equipamentos eletroeletrônicos. Um dos principais problemas ambientais da atualidade é o aumento da produção, do consumo e, consequentemente, o descarte de uma quantidade cada vez maior de lixo. Como pela ótica do planeta, não existe o “jogar fora”, o grande desafio hoje é o destino correto dos resíduos sólidos.
No tocante aos resíduos eletroeletrônicos, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC), elaborou o estudo Logística Reversa de Equipamentos Eletroeletrônicos – análise de viabilidade técnica e econômica.
O estudo, uma proposta de modelagem para a logística reversa no país – restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial para reaproveitamento no ciclo produtivo ou para a destinação final ambientalmente adequada – foi baseado nas orientações da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010.
Três materiais do PRAC,  de autoria de seu idealizador André Luis Saravia constam das Referências Bibliográficas (página 116 do documento)  que foram utilizadas para este estudo:
“A reciclagem dos resíduos de eletroeletrônicos exige uma complexidade maior do que a reciclagem de materiais como alumínio, vidro ou plástico. Primeiro, porque são materiais com ciclo de vida curto, devido à introdução de novas tecnologias de forma cada vez mais rápida. Depois, porque agregam diversos materiais, entre eles mais de vinte tipos de metais pesados e substâncias química”, explica a gerente da Área de Projetos da ABDI, Carla Naves.
Segundo Carla, a extração e separação para processamento e reciclagem de cada um desses materiais exige um tratamento específico e treinamento para evitar contaminação das pessoas durante a manipulação dos resíduos e danos ao meio ambiente.